1,32 watt. Essa é a potência indicada na ficha técnica de um módulo comercial de três LEDs usado para iluminar letras caixa por trás. É um valor minúsculo, e é por isso que tanta gente subestima ou superestima a conta de um letreiro: o valor de cada peça é minúsculo, mas um letreiro tem dezenas ou centenas delas, ligadas por muitas horas.
A boa notícia é que dá para calcular com bastante precisão antes de instalar. Abaixo está a fórmula e três situações bem diferentes, para você achar a que mais se parece com a sua.
A conta que vale para qualquer letreiro
Para a maior parte dos letreiros de loja em LED, o consumo mensal fica na casa de algumas dezenas de kWh, e o que mais muda o valor final é o número de horas ligado, não o tamanho do nome.
A fórmula tem três passos:
- Potência total em watts: some a potência dos módulos ou dos metros de fita de LED e acrescente uma folga para a fonte, que sempre perde uma parte da energia em forma de calor.
- Energia por noite: multiplique a potência pelas horas ligado e divida por 1.000 para chegar em kWh.
- Custo do mês: multiplique os kWh de uma noite por 30 e depois pela tarifa da sua conta de luz.
Nos exemplos a seguir, usamos R$ 1,00 por kWh como número redondo, para facilitar a leitura. A sua tarifa real, com impostos, está na fatura da distribuidora. Em Goiás, por exemplo, ela acabou de passar por reajuste na conta de luz, então vale conferir o valor do mês na própria conta.

Perfil 1: loja de bairro com o nome em letras caixa
Imagine um nome de dez letras, com cerca de 40 cm de altura cada, iluminado por dentro. Um projeto assim costuma levar algo como uma dezena de módulos por letra. Com 120 módulos de 1,32 W, a potência chega a cerca de 158 W. Somando uma folga de 10% para a fonte, ficamos perto de 175 W.
- Ligado das 18h às 6h (12 horas): 2,1 kWh por noite, 63 kWh por mês, cerca de R$ 63.
- Ligado das 18h às 23h (5 horas): 0,9 kWh por noite, 26 kWh por mês, cerca de R$ 26.
O mesmo letreiro, a mesma potência, e a conta cai pela metade só com um timer. Para comparar: um chuveiro elétrico de 5.500 W usado 20 minutos por dia gasta mais de 50 kWh no mês.
Fabricantes como a Big Letras trabalham com iluminação frontal, retroiluminada ou mesmo sem LED, e a escolha entre LED frontal ou indireto muda a quantidade de módulos necessários. Na face iluminada, a luz precisa atravessar o acrílico de forma uniforme, o que pede mais módulos por área. No halo, a luz é rebatida na parede e a quantidade pode ser menor.
Perfil 2: halo discreto na recepção de um consultório
Agora pense em um nome pequeno, de oito letras com 20 cm, com LED indireto na parede interna da recepção. Aqui é comum usar fita de LED em vez de módulos. Uma fita de 60 LEDs por metro, de baixa potência, fica na faixa de 4,8 W por metro.
Com uns 6 metros de fita somando o contorno de todas as letras, a potência fica em torno de 29 W. Ligado 10 horas por dia, durante o expediente, são 0,29 kWh por dia e menos de 9 kWh por mês. Em dinheiro, menos de R$ 10.
Esse é o perfil em que o consumo quase desaparece da conta. A preocupação aqui é outra: a qualidade da luz e a temperatura de cor, para não deixar a recepção com aspecto de vitrine de loja.
Perfil 3: fachada grande com letras, perfis de luz e painel
Este é o cenário de uma loja de esquina ou de um comércio maior: letras caixa iluminadas, um painel backlight com a marca e um perfil de LED contornando a fachada.
| Componente | Potência estimada |
|---|---|
| Letras caixa com face iluminada | 300 W |
| Contorno com 30 m de fita de 14,4 W/m | 432 W |
| Folga da fonte (cerca de 10%) | 73 W |
| Total | cerca de 805 W |
Ligado 12 horas, são 9,7 kWh por noite e 290 kWh por mês, algo como R$ 290 na tarifa redonda. Com timer para 6 horas, cai para 145 kWh.
Nesse porte, o desenho elétrico faz diferença. Uma fachada em ACM iluminada bem projetada permite separar circuitos: o nome fica aceso até mais tarde, o contorno decorativo apaga às 22h. Fornecedores que fazem luminosos para fachada sob medida costumam oferecer essa divisão sem custo grande, porque ela é decidida na fase de projeto. A Alumax, por exemplo, integra a iluminação LED ao revestimento e às letras caixa no mesmo projeto, o que facilita esse tipo de divisão.

De onde veio a economia do LED
Quem tem um letreiro antigo, com lâmpadas fluorescentes dentro de uma caixa de acrílico, ou neon de vidro de verdade, gasta bem mais para o mesmo efeito visual. A tecnologia LED transforma uma fração maior da energia em luz e menos em calor, e ainda permite apontar a luz exatamente para onde ela precisa ir.
Por isso, a troca de um luminoso antigo por um de LED quase sempre se paga com o tempo, mesmo sem contar a manutenção. Lâmpada fluorescente queimada dentro de uma caixa fechada exige desmontar a peça. Módulos de LED duram muito mais e, quando falham, falham um de cada vez.
O mesmo raciocínio vale para quem está escolhendo entre tipos de luminoso. Todas as linhas de luminosos da Imagem Digital Gyn usam LED como fonte, seja no neon LED, no acrílico iluminado ou no backlight. Opções de neon LED e backlight entregam o visual dos luminosos antigos com uma fração do consumo.
Timer, fotocélula e bandeira tarifária
Três detalhes pequenos pesam mais do que a escolha entre um módulo e outro.
Timer programável
É o item com melhor retorno. Defina o horário em que ainda passa gente na sua rua e desligue depois. Letreiro aceso às 4h da manhã numa rua vazia é custo sem plateia.
Fotocélula
Acende sozinha ao escurecer. O problema é quando ela fica suja, sombreada ou com defeito e passa a manter o letreiro ligado de dia. Vale combinar fotocélula para ligar e timer para desligar.
Bandeira tarifária
Em meses de bandeira amarela ou vermelha, cada kWh custa mais. A Aneel divulga a bandeira de cada mês, e nos períodos mais caros reduzir uma ou duas horas de letreiro já compensa.
O erro que encarece o letreiro sem aparecer na conta
O vilão mais comum não é o consumo. É a fonte mal dimensionada. Uma fonte trabalhando no limite da potência esquenta, perde eficiência e queima antes do tempo, e quando ela para, o letreiro inteiro apaga. Peça ao fornecedor que informe a potência total dos LEDs e a da fonte instalada, que deve ter folga.
Na hora de comparar propostas de letras caixa iluminadas, pergunte também onde a fonte vai ficar, se em local ventilado e protegido da chuva, e se existe acesso para trocá-la sem desmontar a fachada. Empresas que produzem letreiros com LED em Goiânia e em outras cidades já trabalham com essa lógica de manutenção. A partir de agora, evite apenas uma coisa: aprovar um letreiro sem saber quantos watts ele tem. Com esse número em mãos, a conta de luz deixa de ser surpresa.











