Quem pretende trocar de TV na Black Friday vai encontrar anúncios cheios de siglas e números que parecem iguais entre um modelo e outro. A data de 2026 cai em 27 de novembro, com ofertas antecipadas desde o começo do mês, segundo a Gazeta do Povo, e a pressa é o melhor amigo do preço inflado.
Abaixo estão os números que de fato mudam a experiência na sala, em ordem de importância para quem vai assistir a filmes, futebol e séries, e o que cada um significa na prática.
Tamanho: a distância do sofá decide as polegadas
O primeiro número é a diagonal da tela, e ele depende da distância entre o sofá e a parede. Para TVs 4K, uma referência usada por fabricantes e técnicos é sentar a uma distância entre 1 e 1,5 vez a diagonal da tela.
| Distância do sofá até a TV | Tamanho sugerido para 4K |
|---|---|
| 1,5 metro | 43 a 50 polegadas |
| 2 metros | 55 polegadas |
| 2,5 metros | 65 polegadas |
| 3 metros ou mais | 75 polegadas |
Com resolução Full HD, a distância ideal aumenta, porque os pixels ficam visíveis de perto. Em 2026, abaixo de 43 polegadas ainda há modelos Full HD; acima disso, 4K virou o padrão.

Taxa de atualização: 60 Hz ou 120 Hz
A taxa de atualização indica quantas vezes por segundo a imagem é redesenhada. Painéis de 60 Hz atendem bem novelas, séries e streaming. Os de 120 Hz deixam lances rápidos mais nítidos, como futebol e games em console de geração atual.
Como saber a frequência real do painel?
Atenção ao truque do anúncio: termos como “Motion Rate 120” ou “120 Hz efetivos” costumam indicar processamento de imagem sobre um painel de 60 Hz. O número real aparece na ficha técnica como frequência nativa do painel.
Brilho e HDR: o selo não garante a imagem
Quase toda TV 4K anuncia HDR, o recurso que amplia a diferença entre áreas claras e escuras. Mas o efeito depende do brilho máximo, medido em nits. Modelos de entrada ficam na faixa de 250 a 350 nits, o que limita o HDR a um efeito discreto. Acima de 600 nits, a diferença se torna visível, sobretudo em salas claras.
- LED comum: mais barato, brilho moderado, preto acinzentado em ambiente escuro.
- QLED ou Mini LED: mais brilho e cores mais intensas, bom para sala com janela.
- OLED: preto absoluto e contraste alto, ideal para sala escura, com preço maior.
Portas HDMI e sistema: números que pesam com o tempo
Duas especificações quase nunca aparecem no anúncio principal, mas fazem diferença ao longo dos anos de uso:
- HDMI 2.1: necessária para jogos a 120 Hz em console e útil para soundbar com eARC. Veja quantas portas têm essa versão.
- Anos de atualização do sistema: TVs que deixam de receber atualização perdem apps de streaming com o tempo. Pergunte ao fabricante por quanto tempo o modelo terá suporte.
Uma TV com HDMI 2.1 e suporte longo de sistema tende a durar mais na sala do que um modelo com tela maior e pouca atualização.
A tela inicial também conta. Alguns sistemas exibem anúncios em destaque, e nem todos deixam desativar. Mostramos as opções no texto sobre Smart TV com anúncios.
Consumo em kWh: o custo depois da compra
A etiqueta de eficiência traz o consumo de energia do aparelho. Uma TV de 55 polegadas que gasta 100 watts ligada cinco horas por dia consome cerca de 15 kWh por mês. Com tarifa de R$ 0,90 por kWh, são aproximadamente R$ 13,50 mensais. Modelos maiores e com brilho muito alto podem dobrar esse número.
Até 27 de novembro, acompanhe o preço do modelo escolhido
Com os números definidos, escolha dois ou três modelos e anote o preço deles desde já. O Procon de Porto Alegre orienta, em material divulgado pela Prefeitura de Porto Alegre, a comparar valores antes da data para identificar aumentos feitos às vésperas da promoção. Se o preço subir em meados de novembro e “cair” no dia 27, o desconto é de fachada.




